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Como Um Gerente Péssimo em Identificar Perfis Me Ensinou a Maior Lição Sobre Liderança

Uns 10 anos atrás, conheci um gerente de loja que se tornou um grande amigo.

Toda vez que nos encontrávamos, ele me provocava com a mesma frase: "Você conhece o Eneagrama?" Eu não fazia ideia do que era. Mas a insistência dele era tão constante que decidi pesquisar.


Aqui está o interessante:

Esse gerente era péssimo em identificar perfis. Literalmente péssimo. Ele olhava para um colaborador e errava completamente o tipo. Mas e isso é o ponto crítico , ele tinha uma convicção que ninguém mais tinha: que entender os perfis era absolutamente necessário.

Enquanto todos os outros gerentes tratavam a equipe como um bloco homogêneo, ele estava lá, tentando (e falhando) em entender cada pessoa. E sabe qual foi o resultado? Sua loja tinha a menor rotatividade da região. A maior produtividade. A melhor satisfação de clientes. Levou anos para eu entender por que. Não era porque ele era bom em identificar perfis. Era porque ele tentava constantemente. Enquanto isso, 94% dos líderes nem sequer tentam. Eles assumem que todo mundo funciona igual. E é exatamente aí que a empresa perde 34% da produtividade potencial. Não porque as pessoas são incompetentes. Porque o líder não entendeu como cada pessoa funciona.


O ERRO QUE EU COMETI E VOCÊ PROVAVELMENTE TAMBÉM

Quando comecei a pesquisar Eneagrama, meu primeiro pensamento foi: "Isso é pseudociência. Astrologia de executivo."


Mas enquanto observava meu amigo gerente em ação, mesmo errando na identificação, percebi algo que mudou minha perspectiva:

Ele estava observando comportamentos reais. Ele via que um colaborador ficava ansioso com mudanças abruptas. Que outro acelerava quando tinha autonomia. Que outro precisava de reconhecimento público. Não importava se ele nomeava errado o tipo. O que importava é que ele estava prestando atenção. E atenção é a moeda mais rara na liderança moderna. A maioria dos líderes não observa nada. Eles gerenciam por automação, mesma estratégia para todo mundo.


Enquanto analisava as equipes dele, comecei a notar algo que os livros de gestão não mencionam:


O que motiva um tipo literalmente desmotiva outro. Você reconhece publicamente um Tipo 3 (realizador) pelos resultados? Ele trabalha 80 horas na próxima semana. Você reconhece um Tipo 4 (individualista) em público? Ele se sente invadido, exposto. Sua criatividade trava.

Você dá autonomia total para um Tipo 5 (investigador)? Ele adora. Mas dá a mesma autonomia para um Tipo 6 (leal)? Ele fica ansioso, achando que você não confia nele. A mesma ação gera resultados opostos. E é por isso que meu amigo gerente, mesmo errando na identificação, tinha resultados melhores que líderes muito mais sofisticados.

Porque ele estava ajustando a estratégia conforme observava a reação.


Depois de anos estudando isso, percebi que o Eneagrama não é sobre classificar pessoas em caixinhas. É sobre reconhecer que motivação não é universal. Seu engenheiro perfeccionista (Tipo 1) não quer ser acelerado. Ele quer autonomia para criar processos de qualidade.

Seu vendedor realizador (Tipo 3) não quer elogios privados. Ele quer reconhecimento público e metas desafiadoras. Seu analista técnico (Tipo 5) não quer reuniões constantes. Ele quer tempo para pesquisa e espaço para trabalho independente. Seu colaborador leal (Tipo 6) não quer ambiguidade. Ele quer clareza, segurança psicológica e direcionamento.

O que meu amigo gerente fez, mesmo de forma imprecisa, foi começar a ver cada pessoa como um sistema diferente.

E quando você começa a ver assim, tudo muda.


Aqui está o que recomendo fazer agora:

Não precisa ser perfeito em identificar os tipos. Nem eu sou.

Mas você precisa começar a observar como cada pessoa reage.

Esta semana:

  1. Escolha 3 colaboradores principais

  2. Observe como eles reagem a prazos apertados — um acelera, outro trava, outro busca ajuda

  3. Observe como eles preferem ser reconhecidos — um quer público, outro quer privado, outro quer autonomia

  4. Observe o que os desmotiva — um quer velocidade, outro quer qualidade, outro quer segurança

Não é ciência de foguete. É observação real.


Meu amigo gerente me ensinou algo que nenhum livro de gestão conseguiu:

A liderança não é sobre ter as respostas certas. É sobre fazer as perguntas certas para cada pessoa.

Ele era péssimo em nomear os tipos. Mas ele era excelente em observar comportamentos e ajustar sua estratégia.

E é por isso que sua loja tinha a menor rotatividade da região.

Enquanto isso, líderes muito mais sofisticados — que conhecem toda a teoria — continuam perdendo 34% da produtividade porque tratam 9 tipos diferentes como se fossem iguais.

A verdade que ninguém quer ouvir:

Você não precisa ser perfeito. Você precisa começar.

Porque cada mês que passa sem fazer isso, você está deixando milhões na mesa.


 
 
 

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